"Todas
as flores do futuro estão nas sementes de hoje".
- Provérbio Chinês –
Atualmente
da segunda maior floresta brasileira restam apenas cerca de 5 % de
sua extensão original.
Na
Mata do Parque convivem lado a lado desde árvores grandiosas,
algumas rodeadas com cipós gigantes, como o jequitibá,
pau-brasil, figueiras, guapuruvas, cambuás, ingás,
cabriúva, ipês, a pindobinha, e outras, como o murici,
o baguaçu, o jacatirão, a faveira, guabirobas, bacuparis,
a palmeira juçara, da qual é extraído o palmito,
espécies de médio porte como a samambaiaçu
e palmeiras diversas, plantas como orquídeas, bromélias,
samambaias e até liquens, musgos e minúsculas hepáticas.
Encontram-se
no chão da mata uma grande quantidade de fungos, plantas saprófitas,
sementes e plântulas.
Sobre
os troncos das árvores apóiam-se diferentes lianas
(cipós), begoniáceas, aráceas, pteridophytas
(samambaias), dezenas de orquídeas, bromeliáceas,
cactáceas, epífitas perfeitamente adaptadas à
vida longe do solo. Nada retiram das árvores apenas buscam
uma maior luminosidade e ainda retribuem o abrigo atraindo animais
polinizadores, como o beija-flor.
As bromélias possuem folhas que formam um reservatório
de água, na forma de um copo. Nesses reservatórios aquáticos
podem viver algas, protozoários, vermes, lesmas e até
pererecas constituindo um micro ecossistema. As orquídeas e
cactáceas guardam em suas suculentas folhas a água que
necessitam para a sobrevivência.
Curiosamente
nesta mata existe uma árvore que abriga formigas, a Imbaúba,
em troca as formigas protegem a planta contra a ação
de predadores